quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

ESTILO & DESIGN


Foto Montagem com Imagens do Google
 Ao desenvolver uma coleção de vestuário, seja a empresa de qualquer segmento ou porte, muitos aspectos devem ser considerados. Mas, sem sombra de dúvidas, um deles, de importância vital, é a diferenciação clara do departamento de criação, do que é estilo e o que é design.
Duas palavras, que se confundem na prancheta, mas com significação totalmente diferentes, que acarreta uma série de problemas conceituais, para o produto, que na maioria das vezes, não se identifica nem com um nem com outro...É mais um entre tantos!
A preocupação das confecções, em sua totalidade, é pura e simplesmente com o estilo. Entretanto, se o estilo, não vier assessorado, por um design coeso, inteligente, certamente a sua roupa tem tudo para dar errado. Como disse, é só mais uma peça, no meio de tantas outras...
O que, efetivamente, ela tem a oferecer a quem a compra? Que valores agregados ela traz consigo, a ponto de estimular as pessoas a consumí-la de corpo (literalmente) e de alma? Essas perguntas devem ser o mote do criador...
Não à toa, o tailleur de Chanel, o corte enviesado de Madeleine Vionnet estão aí há tanto tempo...E o que dizer do japonismo na moda? Exemplos fortes dessa perfeita união!

Imagem: Google
 Design é um conceito mais amplo que estilo, enquanto um - o estilo - se preocupa com a aparência do produto, gerando dislumbramento ou indiferença, de uma forma superficial, o outro - design - se detém  no "além da aparência", ele cala mais fundo ao coração, vai ao cerne da idéia, contribuindo tanto com a sua utilidade, na proposta, quanto com a sua aparência, enquanto efeito.
Imagem: Google
Uma roupa, por mais linda que seja, se não for prática, usável e vendável, não interessa ao mercado. Por isso, estudiosos do setor, também, prestam atenção a esse respeito..Um produto perfeito, para Kotler, é aquele que consegue fazer a simbiose entre um bom estilo e um bom design, porque podem atrair a atenção, melhorar o seu desempenho, cortar custos de produção. Além de dar forte vantagem competitiva no mercado-alvo.
Imagem:Google
No Brasil, ainda há o ranço de que para ser bonita a peça deve ter traços americanos ou europeu, o que é muito fácil  para os pseudos estilistas tuniquins, que se autodenominam fashion designers viajarem aos grandes centros de moda, às feiras específicas do setor, comprarem um "sem fim" de peças, revistas, catálogos e no esquema "copiar e colar", desenvolverem suas coleções, aonde "nada combina com nada" e a conversa entre os produtos torna-se uma verdadeira confusão...(Será que é por isso, que a nossa "moda" é desconhecida lá fora?)
O "copiar" sugere uma grande medida de bom senso estético e certa praticidade. O que faz da cópia, não mais uma cópia, pura e simplesmente, mas uma leitura, do que fora apresentada...
É bom estarmos de olhos e mentes bem abertos, quanto ao que acontece à nossa volta. Seja, no concorrente, ao lado de nossa empresa, ou no que as grandes marcas e criadores internacionais estão fazendo.
Em tempos de competição acirrada, a combinação perfeita entre o estilo e o design, em união com o benchmarketing assertivo deve ser exaurida ao extremo, sempre com criatividade e, principalmente, ética....
***
Em tempo: dia desses entrei num galpão comercial na rua Barão de Ladário e fiquei atônito com a variedade de cópias de marcas famosas, nacionais e internacionais, nos boxes,  com vendedores, em sua maioria, chineses. Fiquei mais assustado, ainda, com o número de pessoas comprando... 
Ah, isso não pode...Mas como cobrar algo de alguém, se se comete o mesmo erro, de forma escusa, legalmente aprendendo e ensinando a ser um bom copista nas faculdades de moda?...Isso também não pode!

Um comentário:

  1. Mas é difícil "escapar" das tendências internacionais...ainda.Mas o seu texto é um alerta,um chamado...ótimo!

    abraços ,Robertto!

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