quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

PADRONIZAÇÃO DAS MEDIDAS NO VESTUÁRIO BRASILEIRO

Não é de hoje, que os órgãos regulatórios do setor, ensejam a ideia de padronizar as medidas do vestuário, no Brasil.
Agora, pensam em colocar nas etiquetas das roupas a estatura e medidas de ombros, busto, cintura, quadril e pernas. Assim, acreditam, haverá maior variedade de tamanhos.
Trabalhando num polo atacadista, como o bairro do Brás, recebemos clientes de toda parte, de norte a sul,  e se a nossa modelagem consegue agradar  boa parte deles, nos damos por realizados.
Não fosse pelas dimensões continentais de nosso país e o povo resultado de uma miscigenação ímpar, seria ótima essa padronização.
Para saber, que essa pauta suscita muita discussão, não é preciso nenhum estudo avançado antropométrico sobre o assunto. Qualquer modelista, que trabalha nesses grandes centros, sabe bem o desafio, que lhe é imposto, todos os dias, na hora de desenvolver sua modelagem.
Suponhamos, três mullheres, cujo manequim seja 40 e as medidas são, assim, distribuídas:
Primeira: 1,70 m de altura, 96 cm de busto, 68 cm de cintura, 98 cm de quadril;
Segunda: 1,50 m de altura, 94 cm de busto, 70 cm de cintura, 98 cm de quadril 
Terceira: 1,60 m, com 98 cm de busto, 66 cm de cintura, 98 cm de quadril...
Todas elas apresentam a mesma medida de quadril, mas com variações nas outras...
Seguindo a nova regra, seriam necessárias três modelagens diferentes, que resulta num maior tempo de trabalho do modelista, mudança no planejamento de corte, etiquetagem...
Imagine essa situação no segmento jeanswear, aonde desenvolvemos uma base para cada tecido, dependendo de seu encolhimento?
Bem, certamente, voltarei a esse assunto nos próximos dias...
Por hora, assistam ao vídeo.

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