domingo, 18 de março de 2012

YES, NÓS TEMOS BANANA...E MODA, TAMBÉM!!!!

Que o mundo, com a internet, tornou-se um lugar comum, é inegável. No entanto, não faz sentido profissionais do setor viajarem duas, três, até quatro vezes, ou mais, por ano ao exterior para pesquisar "tendências de moda" e nos enfiar goela abaixo, o comportamento de moda dos outros, quando, por aqui, a própria teia social trata de criar a sua própria moda... Basta!


Num tempo, em que a informação é constante e a novidade já nasce velha, a moda precisa, em todo momento se reinventar, para não parecer ultrapassada e responder aos reclamos de consumo das pessoas, que estão, por aí, ávidas pelo novo. Procurando "não sei o que", sem saber, exatamente, o que querem.
Dessa forma, cabe aos profissionais da área irem ao encontro desses desejos intrínsecos de consumo, fazendo leituras acertadas sobre as macrotendências e disponibilizando-as ao mercado. 
Não cabe mais amadorismo no setor. Fazer roupa é muito fácil, todos fazem. Esperar a concorrência lançar a coleção, numa espécie de "maria vai com as outras",  para depois copiá-la, é o que a maioria das confecções, infelizmente, de norte a sul, o fazem. Ou, simplesmente, visitar feiras, magazines e vitrines no exterior, para depois, como um decalque, "chupar" tudo, desde o design, passando pelas cores, estamparia, lavações e etc...chamando de novo, o que de fato já é velho, por lá há pelo menos seis meses, não é, propriamente, o que chamamos de criar moda.
Criar moda, nesse caso específico,  não é propor silhuetas estrambóticas, tão pouco sugerir um novo comportamento - Deixemos isso, para as tribos, que elas mesmas tratam de fazê-lo e o fazem muito bem! -. Mas, ter uma própria visão do que chamamos de comportamento social "brasileiro mundial". Afinal, estamos inseridos no espectro econômico mundial. Como tal, a moda ouve, também, a nossa voz tupiniquim.
Ora, se o mundo tornou-se o quintal de nossa casa, isso quer dizer que, em todo momento, estamos nos inter-relacionando, mesmo sem sabermos. 
O que fazemos em qualquer local do globo, reverbera em outro, de uma forma própria, numa linguagem local. O que uma marca faz, no bairro do Brás, no Bom Retiro ou no Agreste nordestino, pode influenciar outra na Itália, em Tóquio, e assim por diante.
Isso nos leva a concluir, que embora o estilo seja reflexo de um povo, com suas particularidades, ele, também se esvaiu e se fragmentou pelos quatro cantos da terra. Não há como afirmar se este ou aquele é o estilo certo.Todos estão certos. Ou todos estão errados...
O que de fato deve acontecer - e os profissionais de moda brasileiros não perceberam esse elemento , ainda - é a leitura própria dos acontecimentos sociais locais, que nos estão à volta. Acontecimentos esses, que se insinuam, de uma forma particular, em cada parte. A apropriação desses signos particulares, é o que determina o sucesso ou fracasso do estilo, refletido na roupa.
Chega de sermos copiadores da moda dos outros. Estamos noutro patamar. Essa consciência  provinciana (e eu me incluo nela) nos obriga a estarmos sempre atrás dos outros, no que diz respeito a difundir comportamento de consumo e as chamadas macrotendências de moda.
Sejamos um pouco mais espertos, em relação a isso...Afinal a moda não é propriedade de ninguém. Ela pertence a todos....


sexta-feira, 16 de março de 2012

GLÓRIA KALIL DE FRENTE COM GABI

Veja a entrevista de Glória Kalil, para Marília Gabriel, no "De frente com Gabi", do último dia 07 de março...
Para nós, profissionais e estudantes de moda, imperdível...Aproveite!!!








segunda-feira, 12 de março de 2012

INVERNO 2013: PRADA

Quer começar a semana bem, que tal assistir ao desfile da Prada!? Pra mim, nada melhor!!!
Nessa edição do Inverno 2012/13 (nosso 2013), a marca explorou os bordados gigantes, em locais estratégicos na roupa. Alfaiataria excepcional e composês, prá lá de charmosos! Vale a pena conferir...
Divirtam-se...