quinta-feira, 8 de agosto de 2013

MODELISTA: AGENTE ATIVO NA CRIAÇÃO DE MODA

Imagem:Galeria do Google
Passa estação, entra estação, sobe o comprimento das peças, desce o comprimento delas. O cinza é o novo preto, depois o marinho é que toma esse posto para si, em seguida vem o vinho...As cores cítricas se tornam coringa, depois as pastéis, depois as frias...O vestido é a peça-chave outra vez. De novo a calça pijama, e por aí vai...
A única coisa, que continua estática, dentro da confecção, especificamente, no desenvolvimento de produto, é a falta de percepção do papel do modelista, cuja função, a de transformar em objeto palpável o que o estilista criou, é de uma importância ímpar...
Ouso dizer, porque é a parte, que me toca, que o modelista está para uma confecção, assim como o coração está para o corpo, ou seja, se o coração parar de bombear sangue para os órgãos, eles morrem...A mesma metáfora deve ser aplicada ao papel do profissional de modelagem, pois se uma empresa não tiver uma roupa, que vista bem, de nada adianta ter a melhor criação...
Infelizmente, a maioria das faculdades, ainda, não perceberam, de que se o profissional de criação não tiver uma boa base da tridimensionalidade e bidimensionalidade do objeto roupa, de nada adianta criar...
Vejam que interessante... vasculhando as minhas postagens antigas, encontrei uma do site chic, de novembro de 2011, que parece escrita hoje...Leiam e digam se não tenho razão!!

(Vinicius Alencar)
Cursos em design de moda pipocam em todas as regiões do Brasil e as faculdades não param de formar estilistas. Para você ter uma ideia visite nosso guia com as maiores do país. O segmento carece, porém, de mão de obra especializada em modelagem. "No Brasil, ser modelista significa ser empregado de uma estrela", confirma o jornalista José Gayegos, que tem formação como modelista, formado na Esmod e trabalhou com o costureiro Dener nos anos 1960.
E o que significa ser modelista, afinal? Para Gayegos, é um profissional que pode se expressar artisticamente por meio da modelagem e também idealizar uma peça e executá-la. "Em momentos de crise, é mais fácil dispensarmos um estilista do que um modelista! Afinal de contas, desenhar é simples, mas possuir a técnica de execução, não. Acredito que roupa se faz com tecido e agulha e não com lápis e papel", avalia.
Ele explica que na França, por exemplo, um modelista pode exercer diferentes funções. "Há três tipos básicos: o modelista criador, que cria as peças por meio da técnica, o toalista, como eu costumo chamar, que obedece o tipo de cada tecido na hora de criar, e o moldista, que passa essas criações para o papel para fazer o molde", explica.
Resumindo, é o modelista que dá a vida ao desejo do estilista e , por isso, é um personagem fundamental na produção de roupas. E a relação entre esses profissionais e estilistas deve ser bastante entrosada, para que ambos consigam tornar as ideias realidade.
"Muitas vezes o estilista não consegue transmitir as informações de forma correta para o modelista. Imagine, por exemplo, uma pessoa erudita explicando para uma senhora sem estudo a sua vontade quanto à roupa?”, diz Gayegos. “Essa falta de entrosamento pode acabar em uma monstruosidade, como as que muitas vezes vemos nos desfiles: peças mal cortadas e mal acabadas."
Gayegos ainda adianta que um bom profissional tem que ter noções de ciências exatas "Nos primeiros cursos que dei no Senac, eu via que o aluno sentia dúvidas quando, por exemplo, pedia para traçar uma paralela. Hoje noções básicas de geometria e matemática são fundamentais para o profissional ser um bom modelista".
Se você se interessou pela carreira, prepare-se fazendo um curso especializado no assunto.

Fonte: Chic

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